Metáfora da Semana

Metáfora da Semana 03, em 22 de Janeiro de 2022

Vaidade

Era uma vez um Rei muito vaidoso.
Esquecia seus súditos, gastando fortunas para satisfazer caprichos pessoais.
Um dia anunciou que doaria generoso prêmio a quem trouxesse, na palma da mão, alguma coisa que representasse o seu poder.
No tempo marcado, apareceram os candidatos.
O primeiro colocando-se diante do Rei abriu a mão e - oh! - nela estava bela miniatura de uma coroa de ouro, toda cravejada de pedras preciosas.
O Rei fez um muxoxo.
Outro, tomando-lhe a vez, espalmou na destra um trono, esculpido em delicado marfim e terminado em artísticos entalhes.
O Rei sorriu lisonjeado.
Seguiram-se outros candidatos traziam imponentes corcéis; arcas de tesouro com joias miniaturizadas; mantos esplendorosos.
A todos, o Rei após arregalar os olhos, determinava que passassem para o lado.
O último era um jovem.
Modestas roupas não escondiam o seu belo porte.
Adiantou-se calmamente abriu diante do Rei a sua palma.
Estava limpa e... vazia!
- Como?! - indignou-se o Rei, ao ver que nada havia na mão do jovem - que significa isto, afinal?!
O jovem sorriu.
- Majestade - disse, fazendo ligeira reverência e continuando a mostrar a mão vazia, toda a autoridade na Terra é uma delegação do Pai celestial e todo poder será sempre retomado um dia.
Que poderia melhor representá-lo, perante Deus que é o seu doador?
Nada melhor do que a palma da mão imaculada como o era no dia do nascimento.
O Rei ruborizou e baixou a cabeça.
Conta-se que, a partir daquela data, o Rei entrou em meditação e passou a ser menos generoso consigo próprio e mais devotado ao povo que lhe fora confiado.

Autoria desconhecida